Já que há tantos acontecimentos por vir, a CIO.com realizou uma análise baseada nas opiniões de especialistas ouvidos ao longo de todo o ano e criou uma lista com os 10 assuntos mais quentes na área de ERP.

1 – Clientes ficam mais exigentes
Já é tempo de os clientes ficarem mais rígidos no processo de seleção dos fornecedores, assim como dos integradores. Por quê? Há mais opções e modelos de entrega no mercado.

Em vez de colocar um fornecedor de software como serviço (SaaS) na lista só para pressionar o tradicional, as companhias também devem considerar seriamente a opção do aplicativo na nuvem. Pesquisas da Aberdeen e da Forrester mostram que os fornecedores de ERP baseados na nuvem já estão bem posicionados, recebendo mais atenção de potenciais clientes.

As grandes companhias, por sua vez, devem repensar sua abordagem tradicional, monolítica e cara de ERP, dando espaço para soluções novas, que ofereçam novas oportunidades de melhoria e corte de custos.

2 – Soluções SaaS e de ERP tradicional vão coexistir na nuvem.
Os fornecedores de ERP tradicional já procuram respostas à nuvem e desenvolvem formas de integrar software em cloud com o tradicional, permitindo que as companhias aproveitem o investimento já realizado no software operante, ao mesmo tempo em que aproveitem oportunidades proporcionadas pelas novas infraestruturas.

Colaboram, para isso, os diferentes níveis de importância de cada informação. Há as que podem ir para a nuvem, fazendo com que a empresa aproveite o menor custo de uma infra-estrutura escalável. E há os que simplesmente prefere manter trancados em casa.

3 – Falhas de ERP continuarão
Os sistemas de ERP podem ser muito complexos em alguns casos. Razão pela qual o constante desenvolvimento da tecnologia, somado aos desafios das empresas, façam com que as histórias de desastres de ERP continuem.

O motivo continuará sendo a atitude negligente dos usuários. Se estes forem mal-treinados, desmotivados ou não se convencerem das mudanças, tudo pode dar errado. Assim, a atitude-chave em um projeto de ERP é gestão de mudanças.

Previsão para 2011: em nome do baixo custo, muitas companhias vão continuar ignorando programas qualificados de treinamentos e estratégias com eficiência comprovada de gestão de mudanças. E estas vão falhar.

4 – Oracle lançará os aplicativos Fusion sem muito sucesso inicial
A Oracle previa o lançamento dos aplicativos Fusion para 2010, mas por motivos não divulgados vem adiando a estreia. O motivo é simples: o apetite dos clientes para compra de produtos novos ainda não está nos níveis pré-crise, razão pela qual a Oracle não tem pressa. E isso não deve mudar tão cedo, embora os aplicativos estejam no radar de alguns consumidores.

A previsão para 2011 é de que as ferramentas estrearão com boas críticas, mas com pouca adoção inicial. Se a suíte emplacar, será por volta de 2015.

5 – SAP Business ByDesign: recepção morna, seguida por boas críticas dos especialistas
O ano de 2011 é vital para o suíte de aplicações ERP sob demanda Business ByDesign (ByD), da SAP. O lançamento foi em meados de 2010 e a SAP ainda vive em lua de mel com seus clientes. Mas deve-se considerar que a marca SAP tem um prestígio grande e que o produto ByD pode conquistar alguns clientes de menor porte, seduzidos pela oportunidade de ter um ERP de grife.

A previsão para 2011 é de que a SAP terá um grande ano com a ferramenta, que conta com pontos favoráveis demais para que algo estrague sua jornada.

6 – Licenciamento de ERP: mais opções, mais confusão, mais armadilhas
O universo do software ganhou muitas opções com modelos de nuvem pública, privada, híbridos, sem contar as infraestruturas tradicionais, serviços gerenciados, sob-demanda, SaaS, entre outros.  Segundo o especialista em licenciamento do IDC, Amy Konary, isso traz um novo papel para os líderes: observar os aspectos financeiros de cada opção, assim como SLAs e as letras miúdas de contratos.

A previsão para 2011 é nebulosa para os CIOs que negligenciarem análises aprofundadas de cada modelo, escolhendo de acordo com pura intuição. Eles estarão sob sérios riscos na continuidade nas atividades e nas finanças do departamento. Muitos líderes, nessa trajetória, podem acabar perdendo seus empregos.

7 – Fornecedores tradicionais de ERP para médias empresas serão esmagados

Os fornecedores de ERP para o mercado de médias empresas que não se adaptaram às infraestruturas modernas vão ter sérios problemas. Primeiro porque o SaaS e ERP sob demanda continuam ganhando mercado. Segundo porque os esforços dos maiores fornecedores para entrar no mercado das médias com produtos focados estão tendo sucesso.

Nessa categoria entra a Infor, que já tenta medidas para evitar isso: trocou de CEO, anunciou um novo produto mais moderno e está tentando se diferenciar das maiores ameaças, que são SAP e Oracle.

A previsão para 2011 é de que os fornecedores com foco nas médias devem rever estratégias e buscar diferenciações para não acabar sumindo do mercado.

8 – ERP móvel vive um grande momento, mas tendência deve perder força em 2011
Todos os fornecedores se esforçam em criar estratégias de ERP móvel, incluindo a SAP. Mas tornar móvel o que já existe em termos de aplicações empresariais não vai criar cenários de valor nos processos de negócios que motivem alto investimento. A avaliação é de Paul Hamerman, pesquisador da Forrester.

A precisão para 2011 é de que, após um ânimo inicial, a moda da mobilidade para o ERP vai fazer com que companhias invistam mal e sem nenhuma estratégia de negócios. Desilusões estão à vista.

9 – Fornecedores tentarão fazer com que o ERP fiquei mais amigável e abrangente
Business Intelligence e Analytics estão na mira das empresas e são centrais nas estratégias de TI. Com isso, muitos fornecedores de ERP tentarão aproximar suas ferramentas dos conceitos dessas soluções.

A previsão para 2011 é de que as empresas podem encontrar valor real nos ERPs que integrem funcionalidades analíticas, mas devem tomar muito cuidado com os que têm um discurso de aproximar essas ferramentas das redes sociais. Pode ser apenas um discurso de marketing vazio, sem diferenciais reais.

10 – Contratos de manutenção sob o microscópio
A análise cuidadosa dos contratos de manutenção com os fornecedores devem ser avaliados com o maior cuidado, assim como a pressão sobre os fornecedores para melhorar a qualidade. O nível de insatisfação das empresas com os maiores fornecedores é grande e a previsão para 2011 é de que as companhias vão formar grupos de usuários cada vez mais fortes para obter opções mais flexíveis de suporte. Até mesmo a poderosa Oracle pode ter que ceder nesse ambiente.

: ERP, TI

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