Backtrack - Instalação em Pen

Ranieri Marinho de Souza | Segurança da Informação | Terça, 1 de Junho de 2010

Você precisa ter um Pen que tenha mais de 1Gb (sugiro 4gb de boa qualidade). Antes de mais, é necessário o download de uma aplicação chamada UNetBootin.

Além de ser uma aplicação gráfica que permite gravar ISO em Pen USB com 2 ou 3 cliques do mouse, também possibilita fazer o download automático de cerca de 40 distribuições Linux (CentOS, Fedora, FreeBSD, Linux Mint, OpenSuse, Ophcrack, Sabayon, Ubuntu etc…) e colocar o conteúdo da ISO em um Pen USB e torná-lo Bootable (executar o pPen como se fosse um CD/DVD).

Para colocar o Backtrack beta 4 em um Pen, basta seguir os seguintes passos:

1- Download da beta 4 do backtrack (pois, o UNetBootin só permite instalar versões finais),
2- Download do UNetBootin
3- Executar o UNetBootin e apontar a ISO do beta 4 para gravar na Pen em questão (neste caso disco N:\)
4- Esperar que seja feita a extração dos arquivos e a instalação do Bootloader
5- Desligar o dispositivo USB
6- Ligar a Pen ao computador no qual queremos executar o Backtrack 4 (ligar o Boot via USB na Bios se necessário)
7- Pronto.

Para quem desejar segue lista de vídeos no Youtube que mostram várias formas de instalar o Backtrack:

- Instalando Linux BackTrack 4 na VMware Workstation 7

- BackTrack4 Instalado

- Tutorial completo Bactrack 4 Espanol

- BackTrack 4 Pre Final hard disk install

Abraços,
Ranieri Marinho de Souza
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HONEYPOT - Atraindo e Isolando Hackers

Ranieri Marinho de Souza | Segurança da Informação | Segunda, 31 de Maio de 2010

Em vez de tentar bloquear um hacker com um firewall ou encontrar um hacker com um Sistema de detecção de intrusão, alguns administradores preferem o método do honeypot.
- Normalmente rodam em um único computador.
- Emula a atividade de uma rede, e os detalhes de um sistema operacional, tal como, Linux, Windows, Solaris.
- Ele parece uma rede real.
- Oferece falhas facilmente exploráveis para encorajar hackers a desperdiçarem seu tempo explorando essa rede fictícia.
Um honeypot pode servir para dois propósitos:
- atrair um hacker para uma área longe dos dados importantes e isolá-los;
- estudar os métodos e técnicas de um hacker, para se poder defender deles.

Distribuição
Muitos honeypots são freeware, e incluem o código-fonte para que você possa estudar como eles funcionam e mesmo contribuir com idéias.
Configuração e Experimentação
Demandam tempo para serem configurados e mantidos.
Experimentar um honeypot do tipo Cavalo de Tróia: se alguém tentar acessar seu computador com um Cavalo de Tróia de acesso remoto, seu honeypot poderá enganar o hacker, …
… … fazendo-o pensar que ele tem acesso secreto, quando na verdade, ele está isolado dos seus dados e você está
observando suas atividades a cada investida.

Rastreando um Hacker
Os hackers podem atacar qualquer computador no mundo da Internet. Alguém pode estar sondando seu computador e procurando suas vulnerabilidades. Pode-se pegar um hacker, mas assim que ele se desconecta ele desaparece do mapa.
Uma vez que os hackers podem aparecer e desaparecer …
Para eliminar os refúgios dos hackers no anonimato a Sharp Technology desenvolveu o Hacker Tracer: http://www.sharptechnology.com/bh-cons.htm que pode rastrear o caminho de um hacker … …
de volta ao provedor de acesso Internet dele, e possivelmente descobrir o endereço IP do hacker.
Saber o endereço IP pode identificar a localização … …
… … ou pode não lhe dar pista nenhuma sobre onde o hacker está.
Se seu firewall ou sistema de detecção de intrusão identificar um IP, coloque-o no McAfee Visual Trace que é parte do McAfee Personal Firewall: http://mcafee.com
… … ou o VisualRoute http://www.www.visualware.com para ver a localização aproximada do hacker em um mapa-múndi.
Para rastrear mais as atividades de hackers visite o site myNetWatchman: http://www.mynet-watchman.com e compartilhe as tentativas de ataques ao seu computador com pessoas do mundo todo.

Defendendo-se
Com um bom Firewall, um sistema de detecção de intrusão, um sistema operacional com segurança reforçada e
até mesmo um honeypot, você pode proteger seu computador e possivelmente virar o jogo para cima do hacker
rastreando-o e revelando a localização dele.

Abraços,
Ranieri Marinho de Souza
Segurança da Informação

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Pen Test (Teste de Vulnerabilidade)

Ranieri Marinho de Souza | Segurança da Informação | Sexta, 28 de Maio de 2010

O que pretendo discutir com os nossos colegas é quais são as ferramentas e métodos que utilizam para enumeração ,scanning e testes de vulnerabilidades em redes, sejam essas ferramentas para uso online ou em nossa maquina.

1. Penetration testing

Penetration-test é o método usado para testar e descobrir vulnerabilidades numa rede e a possibilidade de ver como estas podem ser exploradas ou corrigidas.

Para ser feito um teste de penetração são contratados profissionais (ou pessoas internas à rede) para explorar a rede, da mesma forma que um cracker faria e em seguida são entregues os resultados indicando todas as falhas encontradas e como corrigi-las.

Para se fazer um teste de penetração é necessário passar diversas fases, para as quais são utilizadas diversas ferramentas. As fases serão indicadas nos pontos seguintes.

1.1- Reconhecimento da rede

A enumeração consiste no reconhecimento da rede e dos sistemas atingíveis. Os resultados esperados são: nomes de domínios, nomes de servidores, informação do ISP, endereços IP envolvidos e também um mapa da rede. Inclui ainda informação de registros de domínios para os servidores.

Para fazer o reconhecimento da rede, podem ser utilizadas diversas ferramentas e técnicas, conforme o objectivo do ataque. Indico abaixo algumas ferramentas, que poderão ser usadas no reconhecimento.

• Nslookup – funciona em Windows e Linux. Serve para mapear endereços IP para um determinado domínio.

• Whois –Nos dá toda a informação sobre um domínio registado (entidade que registou, endereço físico, contactos, domain servers, etc)

• ARIN

• Dig – serve para perguntar a um servidor DNS informação acerca de outras coisas, por exemplo, a versão do name server que a empresa está a utilizar…

• Engenharia social

• Web site alvo

1.2-Scanning

Nesta fase de um teste de penetração é a identificação de portas abertas e serviços a correr, na máquina(s) ou rede alvo, chegando assim a enumeração de vulnerabilidades no alvo.

Também nesta fase do teste podemos incluir diversas ferramentas e tecnicas, conforme o objectivo do teste e a configuração da máquina/rede alvo. Ferramentas deste tipo foram analisadas no ponto 3 deste mesmo relatório.

As ferramentas mais utilizadas para fazer scanning, são:

• telnet –Serve para mostrar informação sobre uma aplicação ou serviço (versão, plataforma.

• nmap – port scanner

• hping2 – port scanner

• netcat – port scanner

• ping – testa conectividade IP

• traceroute – Ele conta os “hops” da rede, desde a máquina em que é executado até à máquina/sistema alvo.

• queso – OS fingerprinting.

1.3- Teste de vulnerabilidade

Os testes de vulnerabilidades consistem na determinação de que buracos de segurança e vulnerabilidades podem ser aplicadas à rede/máquina alvo. Quem efectuar o teste vai tentar identificar nas máquinas na rede alvo todas as portas abertas, sistemas operativos e aplicações a serem executadas; incluindo o sistema operativo, patches aplicados e service packs aplicados.

Nas etapas anteriores, são identificadas as máquinas que estão ligadas e que portas e serviços têm disponíveis.

Existe, na geral quatro categorias de vulnerabilidades que podem ser encontradas:

• Os bugs específicos do sistema operativo, exploits, vulnerabilidades e buracos de segurança

• As fraquezas no firewall e routers, entre diversas marcas

• A exploração de scripts de web server

• As partilhas e confianças exploráveis entre sistemas e pastas.

O scan de vulnerabilidades pode ser feito de várias formas, que indicarei nos pontos seguintes.

1.3.1- Ferramentas e Manuais

As análises das vulnerabilidades de um computador pode ser feita manualmente, com base na informação recolhida nos pontos anteriores. Ou seja, são percorridas as listas de vulnerabilidades existentes, em busca de alguma que possa existir para cada uma das aplicações instaladas na máquina.

1.3.2- Nessus

O Nessus é a melhor ferramenta para inventariar vulnerabilidades com código fonte disponível.

Instalação

Esta ferramenta é constituida por duas partes: o cliente e o servidor, que podem ou não, ser instaladas em máquinas diferentes.
A instalação é bastante simples:

• executa-se a script de instalação
• adiciona-se um utilizador

Utilização

O Nessus tem de ter o servidor instalado numa máquina *IX, mas o cliente pode ser executado em Windows ou em *IX.

O cliente desta ferramenta, pode correr em modo gráfico ou em modo de comando. O modo de comando tem a vantagem de poder ser incluído em scripts, o modo gráfico tem a vantagem de ser facilmente seleccionável quais os testes de vulnerabilidade que são executados.

1.3.3- SARA-Security Auditor’s research assistant

O SARA é um scanner de rede, que procura serviços e os analisa.
Esta ferramenta produz relatórios em diversos formatos: html, XML, interactivos e CSV, importável para folhas de cálculo.

Instalação

A instalação do SARA é muito simples: basta descomprimir o tgz, e executar ./configure, make, make install.

Relativamente à configuração, podem fazer-se algumas configurações específicas, mas deixando tudo o que vem por default, obtêm-se resultados interessantes.

Utilização

O SARA pode ser executado em três modos: interactivo (interface web), linha de comando, ou modo remoto.. No caso presente, optei pelo modo interactivo.

O modo remoto pode ser útil, no caso de se desejar ter o servidor de SARA numa determinada máquina e um cliente gráfico, na própria máquina.

Este modo tem algumas limitações: só é permitido um utilizador de cada vez, um teste não pode ser interrompido, o servidor não foi feito para ficar permanentemente à espera de pedidos, é preciso ter preocupações com a segurança.

Pode ser definido o tipo de “ataque” que é feito à máquina/rede em causa. Pode variar entre cinco níveis de severidade.

1.3.4- Comparação entre detectores de vulnerabilidades

A detecção manual de vulnerabilidades é, com certeza a que permite mais pormenor, mas é muito difícil de ser implementada com perfeição.

Relativamente às duas ferramentas utilizadas, o SARA é, sem dúvida, mais rápida, mas é também a menos eficiente. Além de apresentar resultados muito menos detalhados e não apresentar formas de resolução das vulnerabilidades (como o Nessus), apresenta falsos positivos.

Relativamente à forma de apresentação de resultados, o SARA é muito inferior. O servidor tem ainda problemas de funcionamento, no sentido que entre dois testes, se não for removido, não funciona corretamente.

Tem no entanto, uma funcionalidade interessante, que é ir guardando e apresentando em paralelo os resultados de testes anteriores.

Esta característica pode ser interessante, do ponto de vista de armazenamento de informação sobre todo o parque de servidores de uma empresa, por exemplo.

Fonte:Baseado no Curso EC-Council | Certified Ethical Hacker e alguns trechos encontrados na internet.
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Abraços,
Ranieri Marinho de Souza
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Sobre Segurança

Ranieri Marinho de Souza | Segurança da Informação | Sexta, 28 de Maio de 2010

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Segurança na Visão do Negócio

Ranieri Marinho de Souza | Segurança da Informação | Quinta, 27 de Maio de 2010

Segurança pode ser promotora do negócio!
- Vigilância sanitária em um restaurante: descuidos (além de multas), podem levar à má reputação, perda de clientes e ao fechamento.
- Falta de segurança com informação idem.

Segurança como parte do negócio

Segurança pode melhorar processos do negócio
- VPN, por exemplo, troca acesso via linha dedicada por acesso remoto seguro, mais abrangente a todos os colaboradores e mais barato.
- Redução de custos de infraestrutura física (escritório), eletricidade, …
- Autenticação e criptografia permitem atender clientes “pessoalmente” em servidores Web, ao invés de balcão, com mais facilidade e menor equipe (IR no Brasil).
- Criação de novas oportunidades de negócio com e-business.

Segurança como parte de todo projeto de TIC
- Como gestão da qualidade.
- Exige educação, mudança cultural e motivação para excelência.

Segurança na visão do ROI
ROI como suporte à tomada de decisão
- Análises de pagamento (payback) e de risco, valor presente líquido, taxa de retorno interno.
- Usados para comparar projetos ou soluções (com investimentos correspondentes) diferentes para problemas da empresa.
- Aprovação se (taxa do) ROI ultrapassa certo valor.
- Inexistência de investimentos com ciranda financeira.
- Análise OK com parâmetros ou custos bem definidos (valores tangíveis).
- Análise complicada com custos ou ganhos intangíveis.
- Maior satisfação de clientes.

ROI de Segurança (ROSI)
ROI sendo usado para decisões sobre TI
a) 80% de CIOs em Pesquisa da InformationWeek (julho 2001)

b) Análise deve considerar elementos de custos como:
- Licenças de software, hardware
- Honorários de consultores, salários de técnicos e gestão
- Terceirização de hospedagem

c) Mas no caso de Segurança, como valorar prejuízos:
- Danos à reputação, reveses estratégicos, perda de informações
- Captura de informações, perda de oportunidades de negócios

OBS: Terceirização ajuda a clarear custos em b); empresa se ocupa em estimar c).

Abraços,
Ranieri Marinho de Souza
Segurança da Informação

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